sábado, 31 de julho de 2010

OLHAR PARA TRÁS


António Feio, não o conhecia pessoalmente e só o menciono por ter ouvido um último comentário dele para todos nós. Certamente, pelo seu percurso de vida e pelo que disse, percebeu muito antes de ter dado voz àquele comentário que, de facto, não é preciso chegar ao quase fim nesta terra para nos tocarmos e nos sintonizarmos com este mundo.

Não é preciso chegar ao quase fim para olharmos para trás e pressentirmos que poderíamos ter feito mais e melhor.

Façamos um favor a nós próprios e metamos a mão na consciência, responsabilizemo-nos e comprometamo-nos com cada SER deste mundo e com o mundo ele próprio representado, para nós portugueses, neste canto tão fantástico, tão bonito, tão cheio de coisas boas e tão cheio de coisas más.

Poderia mencionar muitas coisas tais como maldicência, corrupção, espezinhamento, abandono de pessoas, fome, etc, etc, mas hoje peço-vos que PAREM com a abandono dos animais!

Façam subir o nosso Portugal na escala do saber SER em sociedade. Tenham uma atitude consentânea e respeitadora para convosco e para com os outros. Os animais dão-nos amizade, carinho, companhia, pedindo sempre tão pouco... algumas festas, um tecto, alguma coisa para comer e beber e, claro, não precisam de rações de marca! Não se importam se somos novos, velhos, ricos, pobres, com que cara acordamos e quantas rugas temos... quantos amigos temos destes???
POR FAVOR NÃO OS ABANDONEM!

sábado, 31 de outubro de 2009

As Irmãs


A aproximação das irmãs... foi preciso uma doença... viagem curta! Tantas vezes te disse que devias ajudá-la... porque é que ela não ia a um psicólogo? Será que o seu saber interior sabia que algo que ainda não sabia ia acontecer?
Valeu a pena conhecê-la, mesmo que nos momentos finais? Limpou-te a alma? Ela será sempre uma luz que conheceste, quase, quase quando se apagava, mas, ainda assim, a tempo! Valeu!

A Prece


Todos os dias eu formulo uma quase prece... nela tento encontrar todos ou, pelo menos, os mais importantes, do que para mim são os princípios que devem reger o meu cada dia, por exemplo, eu hoje vou sorrir, vou sentir-me feliz, vou fazer isto ou terminar aquilo e, o terminar aquilo tem um sabor de coisa arrumada dentro do meu espírito. É tal e qual como quando me disciplino a acabar o conteúdo do meu boião do creme ou de uma colónia antes de começar uma outra... sinto-o como um trabalho bem encerrado, capítulo fechado! Agora até passei a cortar as bisnagas de creme porque, acreditem, existe um "monte" de creme - ou do que seja - ainda por usar, mesmo que nos dias anteriores tenhamos convictamente, colocado o dito de pernas para o ar... e, como é difícil de se fazer isto quando as embalagens não se equilibram... não sei se já repararam que, cada vez mais, as embalagens são feitas exactamente com esse espírito de fazerem o pino bem feito, tal como atletas de alta competição... a ECO deve ter a ver com este esforço de fábrica...
Voltando à minha prece diária, na minha prece diária, que tanto ou é certamente, de manhã, ou à noite, quando conjecturo enquanto conduzo, o que me vem à mente é o cantinho na sala com o PC à mão para poder ir escrevinhando o que me aparece, ideias, coisas, objectivos diários - mais do que diários seria um verdadeiro "challanger" ...
Mãe, qual é a tua missão? Tiveste objectivos ou, andaste ao "Deus dará"? Sentaste-te no passeio da vida a vê-la passar, apanhando o que num desvio dessa correnteza te parava nas mãos? Foste tu que não nos ensinaste o que é um projecto de vida e o que são planos? Ou, fui eu, a mal aprendida? Porque durante muito tempo eu achei que "planos", "objectivos", "missões", tinham de ser necessariamente coisas GRANDIOSAS, que merecessem esse nome!
Afinal não...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

29-1
É tudo uma questão de atitude?
Hoje fiquei em casa. Ando cansada e tinha marcado um dia de férias (ainda de 2008) para amanhã... 6ª feira, melhor, fim de semana alargado... descanso! Levantei-me, escolhi a roupagem, hoje tinha que lavar a cabeça, na minha mente uma agenda com duas reuniões e uma ida ao "endireita" mais uma centena de coisas, respostas, e-mails, sorrisos, estafanços, até à hora da saída... à saída o "pano de alguma qualidade" que entrou por volta das 10:00 na empresa, passou a ser um "farrapinho", enrodilhado, pequenino, pequenino, que quando chega a casa se atira para um sofá e só não desliga porque não pode! Falta de liberdade... a quanto nos obrigas!
Mas, olhei para o espelho e pensei, hoje não vou! a minha féria muda para hoje... liguei para quem devia e dei os recados todos... fui tomar o pequeno almoço com a minha Mãe que estava sozinha, a tomá-lo, olhando para a janela em frente, com um ouvido na televisão... satisfação, até os gatos que percorrem o meu ritual diário, apareceram rapidamente do meu quarto para se juntarem ao meu pequeno almoço... "a dona ficou em casa", "a dona ficou em casa"...
Andei a enganar o tempo, ler, brincar, almoçar e ver a "Júlia" ... tem que ser a Júlia... a escolha é da minha Mãe que como está mais tempo em casa... adquiriu o direito. Pois a Júlia, hoje só
trouxe casos fantásticos, de pessoas quase inexistentes para nós, os que nos pensamos "saudáveis e com muitos problemas": a senhora da esclerose lateral, a senhora do cancro na mama e o senhor (general) do cancro na próstata... toda esta gente feliz, agarrada à vida todos os dias porque amanhã não sabem se estarão por cá - como se nós soubéssemos - e todos têm a "vida a prazo"... como se nós não a tivéssemos...
Eu, que confesso, tenho passado os últimos anos a ler livros de auto-ajuda e a juntar-me a comunidades espirituais, pensei: leram livros de auto
-ajuda...! Não sei se eles leram, mas eu sinto-me um bocado estúpida sempre que leio uma "verdade do Sr. La Paliasse" que me soa, conhecida e desconhecida, e estas verdades (mas também muitas outras) fazem parte dos tais livrinhos... Por outro lado, porque é que eu fiquei hoje em casa? Para ouvir estas pessoas? Pode ter sido... a propósito, hoje não me sinto farrapinho...e amanhã já é 6ª feira!
YES! WEEKEND!!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ins

Era uma vez uma “Inspi”, “Ins” para os amigos, que vivia escondida à espera de uma oportunidadezita para sair… se ela queria? Queria! Sair, passear, dizer baboseiras, responder “à letra” a uns e a outros, mas… não conseguia! Não, não era preguiça, afinal já tinha mostrado o seu valor em outras ocasiões e até quase, quase que tinha chegado a ser uma “inspira”, mas tinha-se encolhido…

Ora, eis senão quando, uma “chata” de uma outra inspiração sua vizinha, a convidou para ir ao Egipto… não, não era a primeira vez que esta… como é que lhe havia de chamar? perguntava-se a “Ins” olhando para os seus botões…Ok… “Bins”, esta “Bins” lhe lançava o repto. Claro que das outras vezes não lhe tinha falado no Egipto, coisa que fazia toda a diferença para a nossa “Ins” … gostava de viajar e ainda não conhecia o Egipto.

Ao mesmo tempo, entre uma não resposta ao repto e o aliciante da viagem, pensava… mas que chata! Esta Bins não percebe que eu não estou para aí virada? Que coisa! Quantas vezes é que eu tenho que lhe dizer que não estou inspirada, para ela desistir? Será que ela é loura?... Está bem desta vez passa! Ir ao Egipto é uma coisa que me interessa! E lá foi a “Ins” até ao Egipto…

Quando chegou ao Egipto foi visitar a “pedraria” e com quem é que ela dá de caras? Pois, com o Obélix! Onde? Pendurado no nariz da Esfinge… enquanto o Astérix gritava cá de baixo: Obélix! Obélix! deixa de ser criança e vem já para baixo!… francamente até o Idéiafix se porta melhor que tu…olha que se fizeres estragos não há cartão Unibanco, mesmo o Gold, que pague os acidentes!

Claro que a “Ins” mais uma vez ficou dividida: que gooozooooooo estar pendurada no nariz da Esfinge (será que é inspirador?... tem pelo menos boa vista… para a areia!)! Mas que perigoooooo, olha se o nariz cai!? Palavras, perdão, pensamentos não eram tidos, e, “catrapuz”, o nariz da Esfinge caiu nas areias do deserto! Claro, o nariz e o Obélix que, como em criança tinha caído no caldeirão da poção do Druida, não se magoou… ruborizou, revirou o pezinho, pôs as mãos atrás das costas e disse com uma voz sumidinha para Astérix: Astérix, meu AMIGO… liga lá para o Unibanco, sei lá… inventa qualquer coisa e pede-lhes que mandem alguém enterrar este nariz… vá lá Astérix… inspira-te e ajuda este teu amigo…então Astérix, tira o telemóvel e começa a telefonar! Que inspiração pensou a “Ins” lá para com ela… valeu a pena vir ao Egipto, aprendi finalmente o que significa inspiração e como se pode utilizar:

Podemos inspirar “piedade” ou podemos inspirar o “ar”, podemos fazer uma “pira” para nos aquecermos, ou, para nos queimarmos, ou, só pelo prazer de ver o fogo, podemos fazer uma acção, boa ou má, ou assim assim, podemos inspirar-nos com o coração e fazer inspiração. Podemos sempre, é uma questão de assim pensarmos (in “Zen”, sem capítulo).

E agora, onde é que está a “Ins”? Continua escondida, mas com muito mais sabedoria… até sabe o que é inspiração, mesmo que não a utilize… um dia vai chegar lá… será?... e a “Bins”? esta vai continuar a escrever, tentando escrever menos bem, para ver se a “Ins” chega lá! Claro que esta história do escrever bem, pode ser sempre uma desculpa da “Ins”…para não chegar lá…

Não interessa, palavras, letras, etc., leva-as o vento… estas levaram-me 60 minutos de dedicação onde só estive a imaginar umas tolices para escrever e passar tempo! Penso que não tem motivos para se considerar uma vitima das minhas incursões (espero que esteja bem escrito, porque no entretanto, acho que consegui fazer um delete ao dicionário… tecla 3, certo!)…

Imaginary Dialog …

outra vez?!... mas ela não desiste nunca?

nunca digas nunca...já sabes o ditado...

oh pá tá bem!... conheço o ditado e daí?! tu sabes que eu tenho os meus princípios!

estás a fazer-me fazer de "advogado do diabo" e sabes que eu não gosto! Lá vai outro ditado... não sabes que de princípios está o inferno cheio?!

tu não estás a ajudar nada... parece que andaste a ler os 10 mandamentos do inferno... afinal de que lado é que estás?!

do teu lado, claro... já sabes que os amigos, mesmo diabos, são para as ocasiões...

outra vez?! tu hoje não dizes nada de jeito?

digo…whatever that means!

2003

Debaixo do nariz

Não há uma canção brasileira que diga “debaixo do teu nariz…” o que se calhar até dava jeito, pois à boa maneira brasileira teria graça, ritmo, cor… justificaria qualquer coisa…
De facto não percebo porque é que se dizem coisas como “…debaixo (ou à frente) do teu nariz…” para evidenciar aquilo que o outro não viu ou não vê!
É que debaixo do nariz está a boca e tudo o resto que não está acima do nariz. Bom, mas esta constatação também não nos deixa mais felizes, porque a boca e o resto são provavelmente tão incapazes quanto o nariz, de verem o que quer que seja…
Seria mais natural utilizar-se o velho “…à frente dos olhos” para designar o que se olha e não se vê e deixarmos o nariz para a sua função (tripla) de “cheirar/respirar/falar”… isto é que é importância… triplo salto para o nariz (3 a 0, acha bem?), enquanto que os olhos ficam por uma mera espargata (se pode ser outra coisa qualquer? claro! depende dos olhos, dos donos dos olhos, do que vêem os olhos, para onde olham os olhos, do que são capazes os olhos… daí que a espargata seja perfeitamente inócua e salvadora neste caso).

A respeito do nariz também se dizem outras coisas, estas com mais propriedade: “narizinho empinado” para designar quem anda literalmente de nariz no ar (pela importância, ou porque anda a ver (cheirar) com o nariz, tipo “Sherlock Holmes”). Não sei como se que diz quem anda a cheirar de nariz no chão ou em cima de qq coisa, será “narizinho cocaínado”?...Também já ouvi dizer que os homens (lá está a velha discriminação…) que têm nariz grande são pessoas de grandes capacidades… tipo “General” numa escala “tropista” (não existe o termo? e daí? tem que se inventar alguma coisa…).

A Gioconda (Mona para os íntimos) também tinha nariz (pois é… Ah! Ah! ), no entanto, não ficou conhecida pelo nariz (… nem pelos olhos) mas pelo “sorriso”. Bem, a adjectivação que o sorriso dela já teve deve dar para escrever “resmas” de “quotations”. No caso desta Senhora, “debaixo do nariz” está o “sorriso enigmático” dizem uns… eu, acho que ela está com “ar de gozo“ (devia estar a pregar alguma ao Giocondo). E, aquele “ar de gozo”, só advém da combinação do sorriso dela com o olhar dela. Já reparou? É que o “sorriso” não vive sozinho! O sorriso precisa dos olhos, senão deixa de ser sorriso e passa a ser vagamente um esgar. Do mesmo modo se os "olhos" não seguirem o "sorriso" ... E quem é que se atravessa no caminho dos dois? Pois… o nariz! Será que afinal o nariz é uma ponte? Um enfeite, quando é bonito, e, uma chatice, quando nem por isso? Isto está a ficar difícil…

Convido-o a continuar… quer ajuda? Que tal ir até ao Egipto? O nariz de Cleópatra (era dos empinados…)? Obélix preso ao nariz da esfinge…