Era uma vez uma “Inspi”, “Ins” para os amigos, que vivia escondida à espera de uma oportunidadezita para sair… se ela queria? Queria! Sair, passear, dizer baboseiras, responder “à letra” a uns e a outros, mas… não conseguia! Não, não era preguiça, afinal já tinha mostrado o seu valor em outras ocasiões e até quase, quase que tinha chegado a ser uma “inspira”, mas tinha-se encolhido…
Ora, eis senão quando, uma “chata” de uma outra inspiração sua vizinha, a convidou para ir ao Egipto… não, não era a primeira vez que esta… como é que lhe havia de chamar? perguntava-se a “Ins” olhando para os seus botões…Ok… “Bins”, esta “Bins” lhe lançava o repto. Claro que das outras vezes não lhe tinha falado no Egipto, coisa que fazia toda a diferença para a nossa “Ins” … gostava de viajar e ainda não conhecia o Egipto.
Ao mesmo tempo, entre uma não resposta ao repto e o aliciante da viagem, pensava… mas que chata! Esta Bins não percebe que eu não estou para aí virada? Que coisa! Quantas vezes é que eu tenho que lhe dizer que não estou inspirada, para ela desistir? Será que ela é loura?... Está bem desta vez passa! Ir ao Egipto é uma coisa que me interessa! E lá foi a “Ins” até ao Egipto…
Quando chegou ao Egipto foi visitar a “pedraria” e com quem é que ela dá de caras? Pois, com o Obélix! Onde? Pendurado no nariz da Esfinge… enquanto o Astérix gritava cá de baixo: Obélix! Obélix! deixa de ser criança e vem já para baixo!… francamente até o Idéiafix se porta melhor que tu…olha que se fizeres estragos não há cartão Unibanco, mesmo o Gold, que pague os acidentes!
Claro que a “Ins” mais uma vez ficou dividida: que gooozooooooo estar pendurada no nariz da Esfinge (será que é inspirador?... tem pelo menos boa vista… para a areia!)! Mas que perigoooooo, olha se o nariz cai!? Palavras, perdão, pensamentos não eram tidos, e, “catrapuz”, o nariz da Esfinge caiu nas areias do deserto! Claro, o nariz e o Obélix que, como em criança tinha caído no caldeirão da poção do Druida, não se magoou… ruborizou, revirou o pezinho, pôs as mãos atrás das costas e disse com uma voz sumidinha para Astérix: Astérix, meu AMIGO… liga lá para o Unibanco, sei lá… inventa qualquer coisa e pede-lhes que mandem alguém enterrar este nariz… vá lá Astérix… inspira-te e ajuda este teu amigo…então Astérix, tira o telemóvel e começa a telefonar! Que inspiração pensou a “Ins” lá para com ela… valeu a pena vir ao Egipto, aprendi finalmente o que significa inspiração e como se pode utilizar:
Podemos inspirar “piedade” ou podemos inspirar o “ar”, podemos fazer uma “pira” para nos aquecermos, ou, para nos queimarmos, ou, só pelo prazer de ver o fogo, podemos fazer uma acção, boa ou má, ou assim assim, podemos inspirar-nos com o coração e fazer inspiração. Podemos sempre, é uma questão de assim pensarmos (in “Zen”, sem capítulo).
E agora, onde é que está a “Ins”? Continua escondida, mas com muito mais sabedoria… até sabe o que é inspiração, mesmo que não a utilize… um dia vai chegar lá… será?... e a “Bins”? esta vai continuar a escrever, tentando escrever menos bem, para ver se a “Ins” chega lá! Claro que esta história do escrever bem, pode ser sempre uma desculpa da “Ins”…para não chegar lá…
Não interessa, palavras, letras, etc., leva-as o vento… estas levaram-me 60 minutos de dedicação onde só estive a imaginar umas tolices para escrever e passar tempo! Penso que não tem motivos para se considerar uma vitima das minhas incursões (espero que esteja bem escrito, porque no entretanto, acho que consegui fazer um delete ao dicionário… tecla 3, certo!)…
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